Consequencias do estresse

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Consequencias do estresse

Mensagem por Admin em Qua Mar 12, 2014 7:00 pm

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O início se manifesta de forma semelhante em todas as pessoas, com o aparecimento de taquicardia, sudorese excessiva, tensão muscular, boca seca e a sensação de estar em alerta. Dependendo da sua intensidade, tempo de duração, da vulnerabilidade do indivíduo e da habilidade de administrá-lo, pode ou não levar a um desgaste geral do organismo, que se configura pela perturbação da homeostase interna do organismo (Lipp e Malagris, 1995).
França e Rodrigues (1999) definem estresse como sendo um estado do organismo, que após o esforço de adaptação, pode produzir deformações na capacidade de resposta atingindo o comportamento mental e afetivo, o estado físico e o relacionamento interpessoal.
Bernard (1879, apud Lipp e Malagris, 1995) enfatizou que o ambiente interno de um organismo necessita ser mantido em equilíbrio a despeito das modificações no ambiente externo. Posteriormente Cannon (1939, apud Lipp e Malagris, 1995) definiu homeostase, como sendo o equilíbrio que o organismo automaticamente tenta manter a fim de preservar a sua existência.
De acordo com Lipp e Malagris (1995) a principal ação do estresse é a quebra do equilíbrio interno que ocorre devido a ação exacerbada do sistema nervoso simpático e a desaceleração do sistema nervoso parassimpático em momentos de tensão.
Qualquer situação causadora de um estado emocional forte que leve a uma quebra da homeostase interna e exija alguma adaptação pode ser chamada de estressor (Lipp e Malagris, 1995).
Everly (1989, apud Lipp e Malagris, 1995) chamou de estressores biogênicos, aqueles que não dependem de interpretação, mas atuam no desenvolvimento do estresse, como o frio, a fome e a dor.
De acordo com França e Rodrigues (1999) a resposta ao estresse surge com o objetivo de mobilizar recursos que possibilitem às pessoas a enfrentarem situações que são percebidas como difíceis e que exigem esforço.
A avaliação de um determinado evento como bom ou mal depende do valor e da interpretação que o sistema límbico irá oferecer. O evento, quando percebido pelos órgãos sensoriais, é interpretado de acordo com a história de vida, valores e crenças do indivíduo. Assim, a reação de estresse será desenvolvida quando a interpretação sinalizar ao organismo a presença de um evento que exija alguma ação imediata (Lipp e Malagris, 1995).
Conforme Everly (1989, apud Lipp e Malagris, 1995) o corpo age por meio de três eixos: o neural (manifesta somaticamente, por meio do hipotálamo, sua ativação dos ramos simpático e parassimpático do sistema nervoso autônomo, passando pela medula espinhal e inervando no órgão final; se a ativação é feita via sistema simpático tem como efeito generalizada estimulação no órgão final; se a ativação é feita via sistema parassimpático é relacionada à inibição, lentidão e funções reaturativas), o neuroendócrino (gera a reação de luta e fuga, onde o órgão pivô é a medula adrenal, que produz adrenalina e noradrenalina) e o endócrino (subdividido em: adrenal-cortical, somatotrópico, tireóide e pituitário-posterior), que interagem para lidar com o estresse.
Os eventos estressores podem ser classificados como externos, que são aqueles que ocorrem na vida de uma pessoa, sejam eles acidentes, morte, brigas, inclusive doenças próprias; e internos, que correspondem as cognições do indivíduo, seu modo de ver o mundo, seu nível de assertividade, suas crenças e valores, suas características pessoais, seu padrão de comportamento, suas vulnerabilidades, sua ansiedade e seu esquema de reação à vida (Lipp e Malagris, 1995).
Selye (1959) deu o nome de Síndrome Geral de Adaptação, ao conjunto de modificações não-específicas que ocorrem no organismo, diante da situação de estresse, descrevendo-a em três fases: reação de alarme, fase de resistência e fase de exaustão.
Essa três fases são descritas por França e Rodrigues (1999):
-          Reação de alarme: caracteriza-se pelo aumento da freqüência cardíaca e pressão arterial, que tem como objetivo permitir maior rapidez na circulação sangüínea, acelerando a distribuição de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Ocorrem também a contração do baço que aumenta a presença de glóbulos vermelhos na corrente sangüínea. O fígado libera açúcar armazenado na corrente sangüínea no intuito de produzir mais energia para os músculos. Há menor fluxo sangüíneo na pele e vísceras sendo este deslocado para os músculos e cérebro. A freqüência respiratória também se eleva, aumentando a oxigenação. Há dilatação da pupila, que aumenta a capacidade visual e observa-se também o aumento dos linfócitos, que visam reparar qualquer dano aos tecidos. Nota-se também ansiedade nesta fase.
-          Fase de resistência: caso se mantenha o estado de alerta, observa-se algumas alterações fisiológicas como: aumento do córtex da supra-renal, atrofia do timo, baço e estruturas linfáticas, hemodiluição, aumento dos glóbulos sangüíneos, diminuição dos losinófilos, ulcerações no aparelho digestivo, aumento da concentração de cloro na corrente sangüínea, além de irritabilidade, insônia, mudanças no humor e diminuição do desejo sexual. A glândula hipófise é responsável por tais reações.
-          Fase de exaustão: caracteriza-se pela falha dos mecanismos da adaptação, podendo o organismo retornar parcialmente a fase de alarme.
Nesta fase de exaustão, as doenças ocorrem com muita freqüência, tanto na área psicológica, em forma de depressão, ansiedade aguda, inabilidade de tomar decisões, vontade de fugir de tudo, autodúvida e irritabilidade, além de ter o potencial de desencadear surtos psicóticos e crises neuróticas em pessoas predispostas; como na área física, na forma de hipertensão arterial, úlceras gástricas, retração de gengivas, psoríase, vitiligo e diabetes. O estresse não é o elemento patogênico dessas doenças, ele leva a um enfraquecimento do organismo de tal modo que aquelas patologias programadas geneticamente se manifestam devido ao estado de exaustão (Lipp e Malagris, 2001).
Lipp e Malagris (2001) acrescentam ainda uma quarta fase, encontrada entre a fase de resistência e exaustão, denominado-a como fase de quase-exaustão. Essa fase caracteriza-se por um enfraquecimento do indivíduo que não consegue adaptar-se ou resistir ao estressor. Nesta fase começam a surgir as doenças, ainda que não tão graves como na fase de exaustão. Embora a pessoa apresente desgaste e outros sintomas, ela ainda consegue trabalhar e atuar na sociedade.


Agradeço a todos, até mais  Very Happy  Very Happy 
Créditos:psicologiananet.com.br
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