Criança Internada com Doença Crônica

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Criança Internada com Doença Crônica

Mensagem por Admin em Sab Mar 08, 2014 8:30 am

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    Para Zavaschi (1993), a reação da criança diante da doença está diretamente relacionada a múltiplos fatores, tais como idade, estresse imediato representado pela dor física desencadeada pela doença, angústia de separação devido à hospitalização, traços de personalidade, experiências e qualidade de suas relações parentais. A percepção e a conduta da criança são influenciadas pela atitude determinada pela postura dos pais frente à doença.
    Ajuriaguerra (1979), em suas pesquisas, concluiu que a criança asmática tem característica de ansiedade, falta de confiança, estado tensional aumentado, dependência em relação aos pais, encontrando-se entre as crianças asmáticas um alto grau de sensibilidade nas relações humanas, uma reatividade diminuída, certa inibição intelectual e distúrbio importantes na relação objetal, com fraqueza dos mecanismos de defesa do ego, podendo encontrar alívio na satisfação sadomasoquista que os distúrbios físicos angustiantes provocam.
    Para Damião (1997), as famílias necessitam ter o controle da situação de doença crônica de sua criança nas diversas fases da crise. Essa não é uma tarefa fácil para os pais, porque implica em aprender novas habilidades para cuidar da criança, desistir do sonho da criança perfeita, freqüentar hospitais para consultas, exames e hospitalizações e em conviver com seu próprio sofrimento e o da criança. As tarefas de adaptação são encargos relativos à situação de doença crônica. Algumas famílias ao conseguirem realizar as tarefas de adaptação de cada fase, conseguem obter segurança e controle. Outras, porém, necessitam de assistência para poder executá-las. Assim, é importante que a equipe de saúde conheça quais são estas tarefas, a fim de propor intervenções na família, que não somente atendam aos aspectos instrumentais (cuidados técnicos), bem como aos aspectos emocionais que afetam a família da criança.
   Costa (2002) ressaltou que os aspectos psicológicos inerentes à condição de criança doente ou hospitalizada afetam a sua integridade, abrangendo desde o sofrimento causado pela ausência materna à forma como ela enfrenta a dor, até a sua concepção de morte. A família também vai viver toda angústia, medo e dor que o adoecer e a hospitalização provocam. A criança cronicamente doente geralmente necessita de muitos cuidados, ocupando uma grande parcela de tempo dos pais. Muitas vezes, a demanda é tão intensa que os pais não conseguem gastar tempo suficiente com os outros filhos, o cônjuge, consigo próprio e com a família. A doença crônica causa estresse na família como um todo e em cada um de seus membros separadamente. O estresse resulta das demandas da doença (por exemplo, a carga de cuidados diários), das consultas e hospitalizações repetidas e da ansiedade sobre o futuro da criança (Damião, 1997).


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Créditos:psicologiananet.com.br
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