Criança hospitalizada e a presença da mãe

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Criança hospitalizada e a presença da mãe

Mensagem por Admin em Sab Mar 08, 2014 5:00 pm

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Novaes (1997) coloca posicionamentos interessantes sobre a importância do acompanhante para a criança, uma vez que esta terá que lidar com os próprios medos e fantasias de qualquer forma e a ausência de alguém para acompanhá-la causaria ainda a vivência do abandono, agravando então o seu quadro emocional. Até alguns anos atrás, segundo o autor, o hospitalismo – depressão causada por longos períodos de internação – era freqüente e facilmente detectável em grandes enfermarias pediátricas, onde a presença da mãe ou substituta não era permitida.
Quadros de anorexia, insônia e desidratação, aparentemente sem justificativa, foram atribuídos à ausência da mãe, em um estado conhecido como ansiedade de separação, esclarece Novaes (1997), mencionando estudo de J. Bowlby, Robertson e Prugh in Huerta (1990). Quanto às reações das crianças, estas se iniciam com “um período de irritação, enfado e choro intenso nos menores; reclamações verbais e choro também nos maiores. Segue-se um período de aparente adaptação, com a criança quieta em seu leito, mostrando dor intensa, aflição, desesperança e, posteriormente, apatia, indiferença e retraimento psicológico importante, como se nada mais importasse” (p.304), complementa o autor.
Em estudo sobre crianças internadas, sendo a maioria delas sem a possibilidade de acompanhamento familiar – seja por problemas de ordem pessoal (dificuldades financeiras, trabalho, outros filhos etc) ou ainda por força do próprio regulamento do hospital (rigidez do horário de visitas, comunicação inadequada, impedimento da atuação dos parentes nos cuidados da criança) –, Veríssimo (1991) discorre sobre esse aspecto, ressaltando a importância da permanência dos pais junto à criança com a maior freqüência possível, bem como o fornecimento de informações e apoio aos pais para que estes se capacitem a esclarecer e lidar com a criança no que se refere à sua doença.
Em uma alusão às vantagens da presença da mãe durante a hospitalização infantil, Veríssimo ainda cita a Resolução 55-165, de 12/10/88, da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, onde a adoção do programa Mãe Participante é regulamentada e onde “as normas técnicas para a sua implantação e desenvolvimento deste programa baseiam-se no pressuposto de que todas as crianças internadas não sejam privadas da presença de seus genitores e ou familiares” (1991, p.165).


Agradeço a todos, até mais  Very Happy  Very Happy 
Créditos:psicologiananet.com.br
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