Stress Ocupacional e as profissões que mais sofrem com isso

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Stress Ocupacional e as profissões que mais sofrem com isso

Mensagem por Admin em Qua Mar 12, 2014 6:33 pm

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[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] é necessária para reunirmos forças para nos preparar, refletir e resolver o conflito, porém um alto nível de estresse passa a ser prejudicial, pois não permite uma reação satisfatória, provocando reações físicas e psicológicas que irão impedir uma solução mais favorável.
O stress ocupacional está relacionado principalmente com os diferentes tipos de personalidade e com a aprendizagem que desenvolvemos ao longo da vida em situações de enfrentamento.
É possível inferir que há predisposições quanto ao tipo de personalidade, a habilidade de resposta frente ao evento estressor e os aspectos da organização para o desenvolvimento do Stress Ocupacional. Para aprofundar-se neste trabalho, pode-se refletir também a respeito das profissões com predisposição aoStress Ocupacional.
Conforme Rego (2000), profissionais da área da saúde, como médicos e enfermeiros, têm experiências constantes diariamente que os fazem entrar em contato com sentimentos intensos e contraditórios como piedade, culpa, ansiedade, medo, tendo também contato permanente com pessoas física e/ou psiquicamente doentes, com envolvimento em atividades quase sempre desagradáveis e desgastantes. Essas variáveis fazem com que o profissional esteja em permanente adaptação aos eventos estressores, exigindo que o indivíduo esteja constantemente em estado de alerta.
Pode-se observar em inúmeras pesquisas que o Stress Ocupacional do professor também é objeto de estudo, as quais tendem a inferir que esta classe profissional também vivencia estressores no desenvolvimento de suas atividades nas instituições as quais trabalham e o próprio contato diário com alunos. Passamos a abordar este assunto.
De acordo com Reinhold (1984) algumas profissões têm uma grande tendência ao stress, se comparadas a outras. É possível observar com freqüência as queixas de professores, quanto ao seu trabalho, referindo-se a ele como cansativo, frustrante, estressante e pouco recompensador.
Segundo Tricoli (2000) devido a profundas mudanças sociais, pessoais e econômicas vivenciadas nos últimos anos pelos professores, estes apresentam um alto nível de stress.
O professor de ensino fundamental atual manifesta insegurança, despreparo, conhecimento técnico deficitário, com pouca cultura, sem perspectiva. Tendo em vista estes aspectos, muitos professores estão estressados, resultado de seu trabalho e apresentam problemas físicos e psicológicos combinado com muitas exigências próprias da profissão (Reinhold, 1996, citado por Tricoli, 2000).
Kyriacou e Sutcliffe (1978a) e Moracco e McFadden (1982) citados por Reinhold (1996) acreditam que ostress em professores é como uma doença com relação às respostas de sentimentos negativos, como raiva e depressão, sendo muitas vezes acompanhada de mudanças fisiológicas.
Segundo Reinhold (1996) é possível identificar em professores, alguns estressores fundamentais para que o Stress Ocupacional instale-se, como: (1) as condições de trabalho (falta de tempo, sobrecarga de trabalho, ausência de recursos); (2) variáveis interpessoais; (3) ausência de colaboração e comunicação entre parceiros de trabalho; (4) um reflexo negativo da profissão; (5) variáveis administrativas relacionadas à direção da instituição (burocracia excessiva, falta de apoio, excesso de cobrança, poucas oportunidades de promoção); e (6) os alunos (alunos-problema, desinteressados, classes numerosas, alunos com problemas emocionais e comportamentais).
De acordo com Paschoal e Tamayo (2004) dentre as variáveis que influenciam o desenvolvimento doStress Ocupacional no ambiente laboral destacam-se alguns deles, como: variáveis intrínsecas ao trabalho; alguns aspectos ligados ao relacionamento interpessoal no trabalho; o conflito e ambigüidade de papéis e; variáveis relacionadas ao desenvolvimento de carreira. Com relação às variáveis intrínsecas ao trabalho, que comportam a repetição de tarefas, pressões de tempo e sobrecarga, podendo ser que a tarefa esteja além da disponibilidade do trabalhador ou as demandas de trabalho estão além de suas habilidades. Quando se fala de relacionamento interpessoal, deve-se levar em conta que boa parte das ocupações exigem interação entre pessoas, e ter-se-á um estressor caso essa interação transforme-se em conflito. Quanto ao conflito de papéis, trata-se de informações advindas de pessoas diferentes no contexto laboral e que divergem, provocando um embate. Já a ambigüidade de papéis, as funções que o trabalhador deve desempenhar são inconsistentes ou pouco claras. Já os aspectos quanto ao desenvolvimento de carreira permeiam entre a falta de estabilidade no trabalho, o medo de se tornar arcaico frente as constantes mudanças tecnológicas e as escassas probabilidades de crescimento ou promoções na sua trajetória profissional.
Essas variáveis expostas por Paschoal e Tamayo (2004) de alguma forma reiteram as idéias de Reinhold (1996) salvaguardando as proporções, pois o primeiro está se referindo a um contexto laboral mais amplo, enquanto que o segundo refere-se ao contexto de trabalho específico do professor.
O professor para lidar com os estressores ocupacionais usa uma combinação, a qual irá afastar a ameaça à sua auto-estima e seu conforto. As características do professor irão predizer que tipo de mecanismo irá utilizar para lidar com o stress. O stress do professor estará diretamente ligado aos mecanismos ineficientes para lidar com o stress ou com que intensidade ele avalia a ameaça (Reinhold, 1996).
Schmidt (1990) em pesquisa realizada com professores universitários, cita em suas conclusões que as principais fontes de Stress Ocupacional são: relacionamento com colegas; compensação/ reconhecimento; atividades burocráticas; desempenho docente e; identificação profissional. Quanto às funções docentes, a pesquisa resulta que os eventos estressores desencadeantes de Stress Ocupacional são: serviços, pesquisa e ensino. Além disso, há a variável titulação acadêmica, sendo que, quanto maior a titulação, maiores são os índices de stress.
Pode-se inferir que os serviços, ou seja, o desenvolvimento das atividades acadêmicas, envolvendo principalmente atividades burocráticas e títulos acadêmicos são potenciais estressores, para professores universitários.
As manifestações do stress podem ser de ordem fisiológica (dor de cabeça, hipertensão, taquicardia), psicológica (insatisfação com o trabalho, ansiedade, depressão), ou comportamental (absenteísmo, insônia, tabagismo e abuso do álcool). O stress duradouro levará o indivíduo a sintomas crônicos e aoBurnout. Conclui-se ainda que o professor está suscetível ao stress ou Burnout e variará de acordo com os estressores, como o indivíduo lida com o evento estressor, o que o evento estressor mobilizará no indivíduo e como influenciará nas reações cognitivas e emocionais. Um aspecto importante para o stressdesenvolver-se será as condições físicas, sociais e psicológicas e suas características pessoais (Reinhold, 1996).


Agradeço a todos, até mais  Very Happy  Very Happy 
Créditos:psicologiananet.com.br
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