Reações do paciente ao receber o diagnostico de que esta com Câncer

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Reações do paciente ao receber o diagnostico de que esta com Câncer

Mensagem por Admin em Qua Mar 12, 2014 6:22 pm

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Quando o indivíduo adoece de câncer, sua vida passa por uma intensa transformação; de repente se vê em um hospital realizando uma série de exames dolorosos, rodeado de pessoas estranhas, num ambiente desconhecido. Fica atento a tudo que está acontecendo à sua volta e, ao descobrir que algo grave está ocorrendo em seu corpo, silencia sua própria dor (Lawrence, 1992).
A palavra diagnóstico denota o conhecimento da existência duma doença mediante ao sintoma apresentado. O uso do diagnóstico em medicina teve início quando surgiram os fármacos, com intuito de diferenciar os sintomas das doenças existentes na época (Clyne, 1986; Moraes, 1991).
Ao longo dos anos surgiu a necessidade de apresentar um diagnóstico mais preciso, por conseqüência desta necessidade, desenvolveram duas maneiras mais eficazes de realizar a identificação sintomatológica das doenças. A primeira está voltada para um diagnóstico focal, a qual possibilita a compreensão do médico e do paciente, indicando a localização da doença. Este diagnóstico, está voltado somente para a descoberta da existência da doença; Já a outra objetiva um diagnóstico mais amplo, o qual envolve uma visão global do paciente, este que inclui aspecto biológico, o emocional e o social (Clyne, 1986).
Vários teóricos conceituam o câncer como sendo alterações que ocorrem no processo celular do indivíduo, onde o crescimento das células tornam-se desordenadas e descontroladas pelo organismo, comprometendo tecidos e órgãos (Silveira & Silveira, 1989). Existem vários diferentes tipos de câncer,e cada um corresponde a uma determinada intervenção médica (Giglio, 1999; Yamaguchi, 1994).
Qualquer célula do corpo pode se transformar em um tumor maligno, independente do seu tipo, contudo, podem ser extraídos em procedimentos cirúrgicos, quando diagnosticados inicialmente (Yamaguchi, 1994).
Nos casos de tumores mais avançados, o procedimento terapêutico poderá ser: a radioterapia, que são realizadas algumas sessões de radiações ionizantes que matam o tumor; a quimioterapia, é um tratamento a base da administração de substâncias altamente tóxicas e agressivas, que eliminam as células tumorais; braquiterapia, tratamento que introduz agulhas radioativas em contato direto com o tecido ou órgão afetado do sujeito. Todo tratamento dependerá da classificação do câncer e seu prognóstico (Giglio, 1999).
O câncer é hoje considerado a Segunda doença ligada diretamente a morte no Brasil, atingindo 80% da descoberta do diagnóstico, em fase tardia (Peres & Martins, 2000).
Uma pesquisa sobre a escolha do tratamento de pacientes oncológicos, realizado através de um estudo comparativo entre um grupo que auxiliou o tratamento convencional com técnicas complementares e um outro grupo somente aderiu ao tratamento convencional, constatou que não existe um modo único de enfrentar e combater a doença em ambos grupos. Os dados obtidos apontam que o enfrentamento do sujeito dependerá de sua experiência de vida, de seus valores, crenças e da esperança que influi namanutenção de seu bem estar físico e psicológico (Rubio & Bromberg, 1994).
Este acontecimento provocará um desequilíbrio nas várias representações do mundo imaginário do indivíduo. O diagnóstico de câncer, mesmo em estágios iniciais, é ameaçador. Em maior ou menor intensidade, porém, neste estágio, os pacientes querem falar sobre a doença, sobre o diagnóstico e qual será o tipo de tratamento (Petrilli, Pascalicchio, Dias & Petrilli 2000). Quando o câncer já se encontra em um estágio mais avançado, o paciente tende a se isolar, desenvolvendo pensamentos ligados a morte e teme por ela; sua auto- estima desaparece no meio de tanta dor, a confiança que é depositada no médico, se transforma em desesperança e o silêncio toma conta do ambiente que o paciente se encontra (Wanderley, 1996).
Essas realidades têm implicações na vida social e emocional dos pacientes. O medo de ser estigmatizado e rejeitado, ao tornar-se público um diagnóstico, aumentando sua preocupação com a possível propagação da doença, as alterações do estado psicológico da perda de cabelo pela quimioterapia, a incerteza sobre o futuro, a alteração na sexualidade, no relacionamento social, os filhos, os aspectos financeiros e enfim, toda vivência dentro do ambiente hospitalar fazem parte de uma grande variedade de indagações do paciente com câncer (Chacon, Kobata & Liberman, 1995; Sánchez, 1996).
Uma pesquisa sobre o sofrimento psicológico de pacientes com câncer avançado, realizado através de uma entrevista semi-estruturada, com pacientes de ambos os sexos, constatou que os sujeitos sentem dificuldades em lidar com a falta de identidade e com a impessoalidade com que são tratados, dificuldades em solicitar ajuda, desejo intenso de morrer, sentem medo da dor, da mutilação, futuro da família e dependência. Os dados da obtidos mostraram que é tarefa dos profissionais de saúde diminuir o sofrimento físico, psíquico, social e espiritual, favorecer autonomia e facilitar uma comunicação eficaz entre o paciente, família e equipe (Kovács, 1998).


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Créditos:psicologiananet.com.br
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